Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2011

A MURALHA DE GARVÃO

Imagem
  PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO TOPOGRÁFICA   A Proposta de Implantação da Muralha de Garvão resulta de um trabalho científico em âmbito universitário, que tinha em vista a posteriori a sua apresentação no Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular deste ano, em Almodôvar, mas por motivos maiores não foi possível realizar. Deixo aqui às pessoas curiosas da história, um pouco como era Garvão há cerca de 2500 anos atrás. Pretendemos dar a conhecer com o estudo sobre os cerros de Garvão, com vista ao traçado hipotético da muralha que delimitou o espaço correspondente ao povoado ali existente na Idade do Ferro (área interior estimada em 5/6 hectares), que urge aferir arqueologicamente, tendo em conta o carácter especial daquele local, associado a um dos grandes centros da espiritualidade proto-histórica do Sudoeste peninsular, dado a conhecer por Caetano Mello Beirão e colaboradores em 1985. Duas colinas de topo aplanado, o Cerro da Vila e o Cerro do Forte, situados na fértil várzea (terreno...

GARVÃO PERDE 121 HABITANTES EM 10 ANOS

Segundo os resultados preliminares dos Censos de 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, revelam que Garvão perdeu 121 habitantes de 2001 a 2011.   Seguindo a tendência geral de todo o Baixo Alentejo, de facto das seis freguesias do concelho de Ourique, todas desceram no número de habitantes, com quebras que oscilam entre os 10,4% para a freguesia de Ourique e os 39% para a freguesia da Conceição.   GARVÃO dos 851 habitantes em 2001, tem 730 em 2011, quebra de 14,2% e 121 habitantes.   CONCEIÇÃO dos 141 habitantes em 2001, tem 86 em 2011, com quebra de 39% e 55 habitantes.   OURIQUE dos 3041 habitantes em 2001, tem 2873 em 2011, com quebra de 5,5% e 168 habitantes.   PANOIAS dos 634 habitantes em 2001, tem 496 em 2011, com quebra de 21,8% e 138 habitantes.   SANTA LUZIA dos 393 habitantes em 2001, tem 352 em 2011, com quebra de 10,4% e 41 habitantes.   SANTANA DA SERRA dos 1139 habitantes em 2001, tem 850 em 2011, com quebra de 25,4% e 289 habitantes.

MUSEU ETNOGRÁFICO em GARVÃO

Imagem
      Uma oportunidade perdida.           O número de Museus Etnográficos, ou chamemos-lhe da ruralidade, do trabalho ou das alfaias agrícolas que têm sido abertos neste últimos anos em todo o país, coloca a pretensão de fazer um museu etnográfico em Garvão fora de tempo, pela originalidade perdida.         Aquilo que poderia ter sido uma mais valia para a terra à quinze, dez ou mesmo à cinco anos atrás encontra-se actualmente fora de originalidade, precisamente pelo imenso número de museus etnográficos abertos nestes últimos anos, alguns dos quais têm, infelizmente, encerrado, ou por falta de apoios, verbas, visitantes ou pela concorrência de outros museus mais dinâmicos, entre outras causas.         Continua a haver espaço para este tipo de exposições seja em Garvão ou noutras terras, tem é de se procurar a tal “originalidade” perdida e inovar em termos de exposição e inclusivamente em termos museológicos.         A ideia de expor uma série de artefactos, alfaias e outros instrumento...

Comemorações dos 500 anos do Foral Novo de Garvão

Imagem
  500 anos do Foral-Novo               Em 1 de Julho de 1512 o rei D. Manuel outorgou o foral-Novo a Garvão pela reforma do Foral-Velho, outorgado em Fevereiro de 1267.             Pela reforma dos forais-velhos o rei D. Manuel procurava acabar com os particularismos locais e uniformizar estes documentos fundacionais da maioria dos concelhos portugueses, não só em termos de lei geral para o reino como em termos de escrita, pesos e medidas, que se encontravam, 250 anos depois, desactualizados.             Os Forais-velhos foram outorgados numa altura de reconquista territorial aos Muçulmanos e de consolidação do reino, eram cartas de garantia e deveres outorgadas entre as comunidades e o rei, ou com entidades autorizadas para tal. Contudo mais do que uma “...aliança do rei e dos concelhos contra as classes privilegiadas, o clero e a fidalguia” [1] , como defendeu Alexandre Herculano é de facto o reforço do poder régio, ou como afirmou Marcelo Caetano “Os reis viam no povo o aliado ideal...