Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2014

GARVÂO

GARVÃO - RESUMO HISTÓRICO Garvão é um misto de lendas, vila Alentejana humilde, povoação antiga, onde o tempo parece que parou. Situada em pleno Baixo Alentejo, tem como Santa Padroeira, Nossa Senhora da Assumpção, capelas de S. Pedro, S. Sebastião e a recentemente descoberta Igreja do Sagrado Espírito Santo. Possui uma paisagem rural deslumbrante, a antiquíssima Feira de Gado, a variedade de vacas autóctones denominadas “Garvanesas”, as vastas tradições folclóricas e a imensa riqueza Histórica e Arqueológica, fazem desta vila do interior Alentejano um caso ímpar, onde todos estes componentes se associam, conjugam e equilibram harmoniosamente, o que constitui motivo de orgulho e prazer de todos os Garvanenses, amigos e visitantes desta terra. Aqui, não existe apenas a riqueza Arqueológica ou Histórica, a Feira ou as vastas tradições Folclóricas. Existe também uma grande actividade humana, uma cumplicidade, um compromisso dissimulado entre a população que se manifesta, por vezes, espont...

AS VACAS GARVANESAS

Imagem
  AS VACAS GARVANESAS O Bovino Garvanês ou Chamusco      Os bovinos Garvaneses, hoje considerados como uma estirpe ou variedade da raça Alentejana (1), são animais autóctones com o solar de origem na fronteira entre os concelhos de Ourique e Odemira.      No passado constituíam núcleos importantes, tanto no interior Alentejano como no litoral, com uma área de distribuição que se estendia pelos concelhos de Sines, Grândola, Santiago do Cacém, Odemira, Ourique e Castro Verde, em afectivos integrados no tradicional sistema extensivo de produção pecuária.      A designação destes animais, deve-se à sua grande afluência à feira de Garvão, encontrando-se referenciados em algumas publicações antigas. É o caso do Engenheiro Sommer de Andrade que, no seu livro “Raça Bovina Transtagana”, cita Bernardo Lima que em 1870 descrevia os animais Garvaneses como uma “população vacum bastante heterogénea que ocupa a bacia do rio Mira (...) com uma pelagem de cor entreo flavo e castanho, e em bastantes re...

A FEIRA DE GARVÃO

Imagem
  A FEIRA DE GARVÃO (Clique para ler: A ANTIGUIDADE DA FEIRA DE GARVÃO) A Feira de Garvão, realiza-se todos os anos, nos dias 9 e 10 de Maio, sendo uma das alturas do ano em que a vila mais fervilha de alegria e de intensa actividade, que se prolonga por vários dias. É pela Feira, na entrada da primavera, que a população aproveita para as limpezas e caiações, para receber as visitas e familiares que vêm de visita para a Feira. A ida à Feira, até à década de 60, meados dos anos 70 do século XX, era quase um ritual, era a preparação de um longo ano agrícola, vendia-se o que se tinha para vender, comprava-se o que se tinha para comprar, de modo a que desse para o ano inteiro; era lá que se matavam saudades, que se reencontravam com a família mais afastada, que confraternizavam, que se trocavam conversas, e actualizavam-se as novidades. Havia na Feira utensílios para todos os gostos e feitios, desde os aguadeiros aos homens das quadras, o carrocel, figos e amêndoas algarvias, panos grossos...

A DANÇA DE GARVÃO

Imagem
“ A DANÇA DE GARVÃO“      Na vila de Garvão, até há relativamente pouco tempo, meados dos anos de 1960, todos os anos, era costume aparecer a “Dança”.      Era um costume muito antigo, que foi passando de geração em geração até aos nossos dias, que as pessoas da terra, espontaneamente, davam continuação, geralmente pelo Carnaval.      Acredita-se que no passado a Dança tivesse surgido por outras finalidades, mas que agora, desenquadrada do modo de vida que lhe deu origem, tenha sobrevivido como mero entretimento das populações.      Os dançarinos, ensaiavam meses antes da saída, por vezes aproveitavam o ensaio para pisar algum solo de terra batida dalguma casa que precisasse e que estivesse em construção.      Os dançarinos, geralmente 6 ou 8 pares, trajavam-se a rigor, vestiam roupas alegres, que enfeitavam com fitas de pano e flores de papel às cores, usavam, também, xaile e chapéu que ...

JOSÉ JÚLIO DA COSTA

Imagem
             JOSÉ JÚLIO DA COSTA - O homem natural de Garvão que matou o Presidente da República, Sidónio Pais.           José Júlio da Costa nasceu em Garvão, no dia 14 de Outubro de 1893, no seio de uma família de proprietários, considerada abastada para a época.        Os pais, também de Garvão, eram Eduardo Brito Júlio e Maria Gertrudes da Costa Júlio, e era casado com Maria do Rosário Pereira Costa de quem não houve filhos.      Era o segundo filho de sete irmãos, um dos quais, “Senhor Celestino da Costa”, como era conhecido, era esposo da professora D. Ilda, e foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Garvão depois do 25 de Abril. José Júlio da Costa, assentou praça ,no exército, como voluntário, aos 16 anos em 21 de Maio de 1910.       Combateu na Rotunda, pela implantação da República, nos dias 4 e 5 de Outubro desse ano. Ofereceu-se como voluntário paraTimor, Moçambique e Angola, onde recebeu um louvor em 27 de Dezembrode 1914.       Deixou o exército a 11 de Abril de...