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A mostrar mensagens de fevereiro, 2021

IGREJA E FESTA DE SÃO BARÃO

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  IGREJA DE SÃO BARÃO   A Igreja de São Barão é um antigo local de peregrinação, seguido de extenso arrail que juntava as populações das terras e montes vizinhos, até praticamente a meio do século XX. Tendo indo perdendo pogressivamente afluência a partir daí. com um total desconhecimento das gerações actuais. Sáo Barão, (ou mesmo Varão), tem a particularidade de não fazer parte do panteão católico. A sua origem terá de se procurar noutras culturas que marcaram a paisagem alentejana, conjuntamente com outros santos e santas não reconhecidos pela igreja católica e que se encontram amiúde nestas terras alentejanas. Excerto do livro SUL e SUESTE da autoria de Joaquim da Costa, natural de Garvão, publicado em 1940, sobre a Igreja e festa do São Barão, situada na Estrada do Saraiva, na confluência da freguesia de Ourique com a freguesia de São Martinho das Amoreiras.                            Sôbre alta lomba que, por esses tempos, uma vegetação rasteira - a esteva, o rosmaninho, a urze e ...

COLUNA “ROMANA”

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Na Travessa do Álamo Numa das artérias da vila, mais precisamente na Travessa do Álamo, pode-se observar uma coluna de mármore, vulgarmente conhecida por “Coluna Romana”, sem, contudo, devido à falta da respectiva investigação, se possa claramente identificar a sua antiguidade, proveniência ou utilização. O seu aspecto, semelhante às clássicas colunas dos templos antigos, remete-nos, embora com as devidas cautelas, para o período da ocupação romana ou mesmo anterior. Se a monumentalidade romana se expressava em edifícios imponentes, onde se destacam as colunas como símbolo de importância, solidez, grandiosidade e poder, também é certo que já em civilizações anteriores se assistia à edificação de monumentos com colunas desta natureza. Os parâmetros temporais para a utilização destas colunas, na vila de Garvão, limitam-nos para o período imediatamente antecedente à ocupação romana, à própria romanização ou para uma época posterior. Limitando esta pesquisa ao período romano e anterior, te...

RITUAL de SACRALIZAÇÃO

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      Fundação do Depósito Votivo de Garvão   Em Garvão, distrito de Beja. A pesquisa arqueológica, desenvolvida na década de 80 do século XX , indica que a primitiva ocupação humana remonta, pelo menos, ao Bronze Final. No «Cerro do Castelo», uma elevação no interior da própria vila, detetou-se, em 1982, na sua zona central, uma fossa, coberta por lajes de xisto, dentro da qual se encontrava um crânio humano, separado do respetivo esqueleto e com indícios de trepanação. Estava associado a alguns ossos de animais, bem como a um grande conjunto de cerâmicas pisadas, ao que parece, propositadamente; «talvez os últimos restos de um ritual de sacralização, ou de fundação do depósito, anterior à deposição dos objetos votivos», datado da segunda metade do século  III a. C. Ainda na opinião de alguns autores, todo o espólio encontrado poderá implicar a existência de um eventual ritual de libação sacralizadora, relacionado com um sacrifício humano [...] O crânio localizado na base do depósito ...

A DIVINDADE CULTUADA NO SANTUÁRIO DE GARVÃO

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      CONSIDERAÇÕES SOBRE A DIVINDADE CULTUADA    Uma das questões em aberto sobre o Deposito Votivo de Garvão é a identidade da Divindade a que se prestou culto. As placas oculadas recolhidas no depósito, retangulares, trapezoidais ou bicirculares, mostram olhos, quer circulares quer amigdaloides, com os cílios indicados, ou transformados num padrão radial que ocupa toda a placa. São, alegadamente, uma representação dessa divindade. Uma das figuras antropomórficas (infelizmente perdida) era constituída por uma cabeça sobre uma palmeta que desenhava simultaneamente os seios, os membros eram sumariamente indicados. A outra figura mostra uma cabeça toucada (ou apenas com um penteado alto) e um objeto (semilunar?) suspenso sobre o peito (Beirão et al. 1986, nºs 78-79). Para estas figurações foi apontada, sobre a base de paralelos iconográficos, a assimilação de uma divindade indígena com uma entidade sincrética Tanit / Ashtart / Demeter, o que não seria um fenómeno inédito na Península (B...

JORNAL DE GARVÃO Nº 27

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