domingo, 31 de maio de 2015

LIVRO DE FOTOS ANTIGAS



Vinte Anos Depois ...

          Em 1995 dentro do âmbito da Associação Cultura e Defesa do Património de Garvão foi editado o livro de Fotos Antigas da vila de Garvão.

          Fruto da colaboração da referida Associação com a restante população que cederam graciosamente as fotos em sua posse para a respectiva publicação.

          Relembrar os vinte anos passados sobre a sua edição, tal como há vinte anos, é dar a conhecer vivências socio-culturais e históricas da população de Garvão que, além de marcar as respectivas gerações, elucidou-nos como as vivências diárias se vieram a alterar profundamente entre os quotidianos passadas e presentes das gentes do nosso… (atrevo-me mesmo a dizer concelho)

          Fotos de uma existência traçada pelas raízes que os prendem à terra, à música, à escola, às festas, à feira, à consciência, à vida, ao futuro, aos direitos, no fundo à dignidade, à honra, à nobreza, à decência e respeitabilidade… Fotos que contam histórias daqueles que nos precederam, daqueles que num dado momento da sua vida tiveram a coragem, de com maior ou menor sofrimento, de enfrentarem as adversidades da vida e contribuírem para a história da vila de Garvão.


sábado, 30 de maio de 2015

CERRO da FORCA




Cerro da Forca

          No extremo Sul da vila de Garvão, sobranceiro ao "Curral dos Bois", na  Estrada para o Monte Zuzarte fica situado o "Cerro da Forca", onde, segundo a  tradição oral eram enforcados os justiçados.

          Segundo informação dos antigos proprietários toda aquela área estava coberta de sobreiras e azinheiras, sendo a forca, quando era preciso, colocada numa das pernadas de determinada azinheira.

           As Forcas como símbolo da execução da justiça e da autonomia municipal, (assim como os Pelourinhos, os Forais e os respectivos Paços do Concelho), foram abolidas em Portugal a 26 de Junho de 1867 no reinado de D. Luís.

          As Forcas eram situadas, geralmente, em Serros sobranceiros à Vila, de boa visibilidade onde a exposição dos justiçados na Forca teriam um efeito dissuador e de intimidação dos possíveis infractores e da população em geral.

          Os sentenciados à "morte perpéctua", (sem direito a enterramento cristão para salvação da sua alma, nem direito a ser enterrado em solo sagrado nos adros das igrejas como era habitual), implicava que os "enforcados" ficavam expostos na Forca, até ao próximo dia de Todos-os-Santos, quando os Irmãos da Misericórdia organizavam a Procissão dos Ossos, e recolhiam o que restava do condenado para o sepultarem junto à Igreja da Misericórdia, muitas vezes os corpos "no seu entorno" padeciam do ataque de cães e outros animais que despedaçavam as partes inferiores dos condenados.

          Devido à larga exposição dos "enforcados" por "morte perpéctua", as Forcas eram, geralmente, situadas em elevações contrárias ao vento dominante, para que na Vila e nas casas da população, não se sentir o cheiro da carne em decomposição.

 Jornal de Garvão nº 35 - Páscoa 2026 JORNAL de GARVÃO Nº 35 - Páscoa 2026 2- Editorial 2- Encontro de Gerações 3- Municipando – Dr. Marcelo...