Moinho do Sr. Chico Félix
Não deixa de ser ainda hoje uma imponente figura que se recorta no horizonte e desperta curiosidades e interesses. O Moinho do Sr Chico Félix, como presentemente ainda o denominamos, há já muito que os ventos da erosão deformam as suas paredes e a taipa cobre o chão do que outrora foi o adro de velas, das varas e cabrestos presos com nó de barqueiro ou nó de porco. Também, já não se ouve os brados do moleiro, ou a vela direita desfraldada a anunciar a falta de vento, ou desfraldada à esquerda a anunciar a recolha da farinha, não terá havido, com certeza, as velas em cruz a anunciar a morte do último Moleiro. Entre a Torre e o Capelo, o Mastro, Entrosca e Carreto: Mós e Tegão; o canto dos búzios; as cordas de armar; as velas latinas, garganta, valuma e esteira, (e o nó de barqueiro), a lembrar terra de marinheiros, terá o último Moleiro carregado os últimos grãos de almocreves e seareiros, raçoeiros e quintaneiros, entre maquias...