quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Placas Oculadas do Depósito Votivo












Neste artigo dá-se a conhecer as placas oculadas em ouro e prata, descobertas no Depósito Votivo de Garvão.

          Descrição: Placas oculadas representando um olho humano de forma circular, de onde partem pequenos raios realizados por repuxamento fino, sugerindo as pestanas ou raios solares.
          Proveniência: Garvão. (Museu Nacional de Arqueologia)
          Grupo Cultural: Idade do Ferro do Sul de Portugal
          Datação: 2ª Idade do Ferro
          Matéria: Ouro e Prata
          Técnica: Repuxado
        Origem / Historial: Peças recolhidas no decorrer de escavações arqueológicas efectuadas em Garvão de Junho de 1982 a Dezembro do mesmo ano. Posteriormente ficaram depositadas no IPPAR de Évora. Vieram para o Museu Nacional de Arqueologia em 1989 para integrar a exposição permanente "Portugal das Origens à Época Romana", a título de depósito temporário. Por despacho do Sr. Ministro da Cultura de 10 de Novembro de 1997 passaram a integrar o espólio deste Museu.


IN: http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=119855

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

ANTA DO MONTE PRIOR

 







            As fotografias da Anta do Monte Prior, no lugar do Saraiva da Freguesia de Ourique que se apresentam, foram tiradas em 1995. Desde então, sem qualquer tipo de protecção, o cenário alterou-se e tanto o carrego de algumas pedras para obras, como o uso de charruas cada vez mais fundas e mais perto deste monumento, tem provocado danos irremediáveis e impossíveis de recuperar.

          Infelizmente este estado de degradação não se limita somente a este monumento, os restantes monumentos megalíticos do concelho de Ourique, encontram-se igualmente em estado de abandono.

            O Circuito Arqueológico do Castro da Cola, lançou, durante algum tempo, uma réstia de esperança para o estudo e divulgação do património pré-histórico da região, contudo mais uma vez não se observou o empenho e determinação dos responsáveis locais, pela prossecução deste roteiro e acabou inevitavelmente por seguir o caminho dos restantes monumentos.

              Fica aqui para a memória local, este conjunto de fotografias tiradas, como se referiu, em 1995.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

AÇORDA

          Quem é que não gosta de Açorda?
          Alentejana, claro.
          Com pão de trigo. Como é óbvio! 
          Porque o pão alentejano já está abastardado.
          Já com uns diazitos. Mas nada de paposecos ou pão de Mafra.
         E, com água do poço, fria, fresquinha, pesada com sabor ferrenho.
           Porque a da torneira sabe a cloro, a mofo e, e, e ...!
           Com azeite puro, do lagar, esverdeado, daqueles que teimosamente não escorre da garrafa.
           Porque o da loja está filtrado e parece óleo.
           Ah… e alhos da horta pisados, nada de espremedor de alhos ou de alhos secos em pó que vêm em canudos de plástico e é só borrifar.
            E, claro os coentros (não se enganem e ponham salsa), tal como os alhinhos, da horta, criados também com água do poço, de preferência ferrenha.
             E se não for pedir demais, os ovinhos, um para cada freguês se houver, se não houver esmaga-se um e provam o caldinho, também de galinha criada no campo a alimpaduras, minhocas ou farelos, (não lhes deem farinha industrial carregada de hormonas, senão estragam tudo).
              Não ponham cebola nem grão-de-bico senão sai uma açorda afrodisíaca. Pelo menos é o que diz o Tratado Árabe do Amor, O Jardim Perfumado.
               A normal pitada de sal grosso, porque o fino não sabe a sal, uma colher de aluminio e umas talhadas de toucinho frito e, e, … apanhá-las.
              Chamemos-lhe Açorda ou se quisermos impressionar os amigos chamemos-lhe Çorda, do Árabe Andaluz thorda, (não se esqueçam que o th em árabe lê-se ç e ponham o a como em azeite az-zayt, ou açucar as-sukkar).
              Comida sacra, as freiras e frades adoram-nas, principalmente depois do jejum.
               Comida de profetas, Maomé adorava-as. Não fosse afinal o seu bisavô que as inventou.
               Comida de reis, Afonso II adorava-as, (não há referências, mas era gordo).
              Comida para todos.
              Seja açorda cega ou rica, conforme os acompanhamentos.
              Está aí para durar.

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