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A mostrar mensagens de março, 2020

REEDIÇÃO DO LIVRO SUL E SUESTE

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80 ANOS DEPOIS, REEDITA-SE O LIVRO: SUL e SUESTE - Prosas de Além-Tejo.             Publicado em 1940, por Joaquim da Costa, natural de Garvão, cuja infância se dividia entre a casa familiar na Rua Nova e as propriedades agricolas da família, Cachorros e Monchica, cedo enveredou pela vida académica, formando-se em advocacia.            Neste livro, Joaquim da Costa, conta memórias da sua infância, passadas na vila de Garvão e nas herdades da família.             Vamos aqui encontrar detalhes dos acontecimentos da época que tanto marcaram a sua vida familiar e da região. Não só os acontecimentos políticos da época, mas igualmente os detalhes na descrição dos trabalhos e trabalhadores agricolas e ferroviários.                       Lembranças dum tempo que nos precedeu, de avós e pais, de tradições e costumes, de recordações, de histórias e Memórias, como elo importante na preservação e da recordação do passado. CLICK para mais detalhes.  

JORNAL DE GARVÃO Nº 26

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JORNAL DE GARVÃO Nº 26 -  JG26 (1).pdf    

SUL e SUESTE

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SUL e SUESTE - Crónicas de Alem Tejo           Em 1940 Joaquim da Costa, natural de Garvão, publicou através das oficinas da Gazeta do Sul no Montijo, o livro “SUL e SUESTE- Prosas de Além-Tejo”.            Joaquim da Costa era natural de Garvão, irmão de José Júlio da Costa que matou o presidente da república Sidónio Pais em 14 de dezembro de 1918 e de Celestino da Costa, primeiro presidente da Junta de Freguesia de Garvão depois do 25 de Abril de 1974.             Este livro, apesar de tratar essencialmente de lugares e famílias de Garvão, passa despercebido hoje em dia, com um total desconhecimento sobre este nosso conterrâneo e a sua obra, contudo trata-se de uma série de crónicas, que nos brindou, relativas a esta parte do Alentejo em geral e a Garvão em particular, nos vários contos e novelas deste livro, fruto da sua infância e da sua memória.             Era livro obrigatório de leitura, nas casas dos lavradores da região, era guardado religiosamente. Ainda nos anos setenta d...

CORONAVÍRUS EM PORTUGAL

TEMOS QUE ESTAR NA PRIMERIA LINHA DO COMBATE Email do Sr. Prof. Cat. Fernando Carvalho Rodrigues                       É uma opinião publica do "pai" do único satélite que Portugal conseguiu lançar para o espaço e, parece, que ainda por lá anda... Porém a sua opinião não é suportada no seu conhecimento cosmonáutico, mas sim, como ele refere, no passado histórico de prevenção sobre guerra química em Portugal, com instituições, espaços hospitalares e pessoas preparadas e dedicadas ao assunto e a sua experiência de alguns anos na NATO.           Estranha-se como é que alguém dos comandos militares, mesmo sem o poder politico os consultar, ainda não lhe fizeram chegar, sobretudo, depois do PR e PM classificarem esta pandemia, como uma guerra, concordando que é de facto uma guerra, que tinha um nome mas que a frente e a retaguarda do combate estão invertidos...            Continuemos a acompanhar a guerra, a ouvir os artilheiros e tenhamos cuidado com os estilhaços. E, como se for...

A PNEUMÓNICA EM GARVÃO

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  A Gripe Espanhola ou a Influenza           Em 4 de Outubro de 1918, o jornal a Capital, de Lisboa, noticia pela primeira vez, a pandemia que atingia Lisboa e o resto do país.                                A actual epidemia              e a falta de providencias das autoridades                  sanitárias que estudam o micróbio. A epidemia que está grassando em Lisboa atacou, pode dizer-se sem exagero, metade da população da capital. Veio de repente esse ataque? Não. Há um mês aproximadamente que o nosso colega Diário de Notícias vinha noticiando a marcha da influenza pneumónica nas terras da província. A epidemia foi alastrando, alastrando, aproximando-se pouco e pouco de Lisboa, onde começaram a afluir centenares, milhares mesmo de pessoas, vindas dos locais epidemiados e que, portanto, vinham contagiadas. Essas pessoas ou eram habitantes da capital, que estavam passando o Verão fora, ou dos arredores que fugiam para aqui, a fim de evitarem a doença. O que faziam, no entanto, as au...

INDIVIDUALISMO EM COLECTIVISMO

A participação dos indivíduos                     Numa comunidade como a vila de Garvão, quando se trata de defender o bem colectivo, nota-se que os interesses particulares prevalecem, embora se tente criar a noção de defender o bem comum.           Cria-se ou transmite-se a sensação de colocar o interesse colectivo à frente dos interesses individuais, contudo nessa participação colectiva, o voluntariado de cada um torna-se, de facto, numa manifestação de interesse individual, com objectivos próprios e a beneficiar individualmente desse empenhamento colectivo.           Numa vila como Garvão em que se nota a necessidade de união entre a população, continua-se a assistir a manifestações dramáticas de individualismo e exarcebadas reacções contra as poucas manifestações de unidade colectiva que se assiste na freguesia.           De facto, contra as poucas obras comuns para benefício de todos, assiste-se a actos negativos, aparentemente de indivíduos inofensivos, mas provocando diversos ti...

UMA MATANÇA DO PORCO

RECORDANDO   A Oeste nada de novo. A não ser a trovoada. O frio e a geada. Soam trompetas, arautos e fanfarras. Era a festa. Sem velhos arqueados do reumatismo, Era difícil prever o estado do tempo. Havia o canito, sempre chamado fiel. O Gaio na gaiola, sempre chamado chico. E o gato aos pontapés, sempre chamado Lambuças. Rugia o cão. Assanhava-se o gato. Assobiava o gaio. E morria o porco. Copinhos de aguardente. Moleja ainda a borbulhar. A faca ainda a sangrar. Na mão do matador. … Ah, chamaste Zéi! Na família havia muitos Zéis. Mas morreram todos, Enquanto a faca a pingar de sangue, Aponta ameaçadora na sua direcção. Estoicamente, imaginava o pedaço de telha, Com que raspava o porco, um escudo. Era a galhofada. Uma mão na cabeça, a desguedelhar. Um pedaço de pão com glândulas. E um cocharro de água. Era a festa.

COMO CHEGAR A GARVÃO

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  Transportes para Garvão   Garvão fica siuado no Baixo Alentejo no Concelho de Ourique e tanto se pode chegar de carro, como de comboio ou de autocarro. DE CARRO Para quem vem do Norte ou do Sul, pode apanhar a A2 e sair na saída que indica Castro Verde/Ourique, seguindo depois pela N123, passando por Ourique, até Garvão. DE COMBOIO A partir de Lisboa, do Algarve ou das povoações servidas pelo comboio, para chegar a Garvão pode apanhar comboio até à estação da Funcheira, a qual dista cerca de 2 km, servido por transportes publicos até esta vila. DE AUTOCARRO De Lisboa ou do Algarve, até Ourique e depois novo autocarro até Garvão. DE BEJA OU ÉVORA. Pode apanhar a IP2 até Ourique e depois a N123 até Garvão. DE MÉRTOLA, a N123 leva directamente a Garvão.

A PONTE da ESTAÇÃO de GARVÃO

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  Siglas de Canteiro           A ponte da Estação de Garvão, sobre a ribeira que vem da Aldeia das Amoreiras e de São Martinho, terá sido uma das mais importantes pontes da região, relevância que está directamente relacionada com a sua posição interior no território, no trajecto da antiga Estrada Real do Algarve e numa zona de transição da planície para a serra.            Apesar da sua origem ser desconhecida, teremos de a contextualizar numa zona onde abundam os vestígios arqueológicos de várias épocas e onde, como se referiu, no caminho Norte/Sul. Terá sido objecto de beneficiação senão em épocas mais remotas, pelo menos em cronologias mais próximas.            Sobre a antiguidade desta ponte, já foi mencionado, em artigo anterior, 1 a sua possível identificação com a ponte referenciada na primeira representação conhecida do levantamento cartográfico do território nacional continental, por Fernando Álvaro Seco, publicado em Roma em 1561.           Segundo Maria Fernanda Alegria,2 O...