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A mostrar mensagens de fevereiro, 2020

BRASÃO em PANO EMOLDURADO

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VILA DE GARVÃO           Cópia do Brasão, bordado em tecido, que existia nas instalações da junta de Freguesia de Garvão até 2009, quando foi retirado do quadro que o protegia e deixou de estar exposto, pelo presidente da Junta de Freguesia em final de mandato.           A antiguidade desde brasão é aparente pela ligeira degradação que apresenta, contudo, sem o devido estudo, é difícil precisar a data da confecção deste bordado, todavia o vocábulo Vila, aparece somente com uma consoante “L”, o que aponta para uma escrita posterior à reforma ortográfica de 1911, pois uma das alterações dessa reforma foi precisamente a redução das consoantes dobradas a singelas, (com exceção de rr e ss e alguns casos pontuais),           A data da confecção deste brasão, aponta assim para um período posterior à introdução desta reforma em 1911, cujos princípios já estavam propostos nas Bases da Ortografia Portuguesa, de 1885. Pouco mais se poderá acrescentar sobre este brasão bordado em tela de pano. Sem...

SRª DA COLA

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  A Pedra Escorregadia e o Pego do Sino Culto Pré-Cristão Cristianizado             Segundo o historiador José Hermano Saraiva no programa da RTP, "A Alma e a Gente", emitido em 26 de Novembro de 2006, sobre Ourique e no qual menciona a Senhora da Cola, menciona que este culto e devoção, seriam as reminiscências de um culto pré-histórico, praticado pela população local, que deveria ser numerosa na altura, tendo em conta os povoados, necrópoles, antas e outros testemunhos desse passado, que têm sido encontrados na região.   Havia aqui uma tradição muito antiga, um culto, um culto que vinha não se sabe de quando, mas que na fase cristã era um culto da mãe, da mãe. Um culto de Nossa Senhora aqui do Castro da Cola, é claro, era a Senhora da Cola, e as mulheres que queriam ser mães, vinham aqui numa peregrinação, continuam a vir, é em Setembro, e são romarias de milhares e milhares de mulheres que vêm fazer uma festa. A imagem está ali, veem-na lá em cima e ela segura numa das mão...

ORIGEM das FESTAS POPULARES de GARVÃO

Festas e Bodos da Irmandade do Sagrado Espírito Santo                     A origem das Festas populares que se observam em vários pontos do país, tanto nos meios urbanos como nos meios rurais, apesar de na maior parte dos casos se ter perdido a sua origem e hoje bastante desvirtuados e adulterados, conseguem-se identificar, na maioria, com as festas medievais consagradas ao culto do Espírito Santo, realizadas sete semanas depois da Páscoa, no Domingo de Pentecostes. (1)            As Festas do Espírito Santo, promovidas pela respectiva confraria, caracterizam-se pela cerimónia dos Impérios do Divino Espírito Santo que culminava na confeção de um enorme "Bodo", refeição comunitária de assistência aos mais carenciados.           A carne para este "Bodo" provinha da morte de um touro, previamente toureado pelas ruas da povoação, para diversão da população e não só era distribuída pelos mais carenciados, como, inclusivamente, servia para confecionar um enorme banquete e...