LIVRO "DANÇA DE GARVÃO"


Desde as primeiras civilizações, até aos nossos dias, foram muitos os povos que passaram pelo nosso território e fizeram dos seus costumes parte da nossa cultura, num misto de crenças, superstições, conhecimentos, arte, moral, leis e costumes.

As populações, ao perpetuar os usos e costumes dos seus antepassados, nas suas principais necessidades: religiosas, de divertimento, social ou de defesa, mantiveram e divulgavam certas tradições que se perpetuaram atá aos nossos dias.

As danças tradicionais populares, conservam ainda muito da sua autenticidade, observada nos movimentos dos dançarinos, na música e nos trajes, são danças, músicas e cantares, ligados de geração em geração, vindas muitas vezes do mundo incógnito da ancestralidade.

Ainda hoje se celebram com bastante pureza no seu ritualismo original, as festas existenciais de Inverno. São rituais de profundo significado mitológico: rituais de iniciação, celebrações de mitos e rituais do homem que o une ao tempo sagrado, valorizando a sua existência.

Às Danças Primaveris e do primeiro de Maio, executadas nas celebrações agrárias pré-cristãs da fertilidade, de que a “Dança das Voltas”, a “Dança dos Arquinhos” e a “Dança do Mastro e das Fitas”, são bons exemplos destas reminiscências do passado que se têm manifestado em Garvão há várias gerações, dá-se, igualmente, a conhecer e tenta-se recuperar a “Dança dos Guizos” e a “Dança das Espadas”, executadas, nesta vila, nas primeiras décadas do século XX e cujo conhecimento nos chegou através da lembrança dos mais velhos.


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