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A mostrar mensagens de março, 2021

IRMANDADE DO ROSÁRIO DOS BRANCOS

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  Imagem de Nossa Senhora do Rosário - Lisboa, 1733                Ao se desenvolver a temática das Confrarias e Irmandades na vila de Garvão, sejam elas de invocação ao Espírito Santo, ou as Santas Casas da Misericórdia, surge-nos a informação da existência de outras Irmandades em Garvão, nomeadamente a Irmandade do Rosário dos Brancos, a Irmandade do Rosário dos Pretos [1] , a Confraria do Santíssimo Sacramento da vila de Garvão [2] e a Confraria das Almas. [3]            O conhecimento desta Irmandade chega-nos através do arquivo da Ordem de Santiago, Mesa da Consciência e Ordens, Também na vila de Garvão houve uma confraria do Rosário dos Brancos, que D. José autorizou, em 1766, a aforar uma herdade. [4]           O culto a Nossa Senhora do Rosário surgiu em 1282, quando São Domingos de Gusmão, seu devoto, fundou confrarias sob a sua invocação em Portugal, França e Espanha. Depois de algum tempo abandonada, a devoção foi retomada dois séculos depois da morte do devoto, quando ocor...

OS PRETOS DO SADO em GARVÃO

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    - Livro de Isabel Castro Henriques: Pretos do Sado» – História e Memória de uma Comunidade Alentejana de Origem Africana (Séculos XV). - Habitante de Rio de Moinhos - Pastor de Rio de Moinhos             A presença de negros em Portugal está atestada desde o século XV, fruto da expansão marítima portuguesa, iniciada na primeira metade do século XV e a sua presença no Alentejo, nomeadamente no Vale do Sado tem sido objecto de vários estudos relacionados com a sua resistência a certas doenças, como o paludismo que afectavam a população branca.           Julga-se que seria um colonato de escravos, ai estabelecido por serem supostamente imunes ao paludismo, localmente conhecido por febre terçã ou sezões, um mal endémico que durante séculos deixou o território desabitado, eram terrenos insalubres, rodeados de charnecas e pântanos. Traços negroides esses ainda identificáveis nalguns moradores das povoações das margens do rio Sado: cabelo encarapinhado, pele morena, lábios grossos e nariz...

RAPA, TIRA, DEIXA E PÔE… ou DREIDEL JUDAICO

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  JOGO DO RAPA E O JOGO DO DREIDEL   Quem não se lembra de jogar do Rapa? Rapa – Tira tudo o que estiver no centro da mesa. Tira – Tira uma peça. Deixa – não tira nem põe Põe - Põe uma peça no centro da mesa. Cada jogador, começa com cinco peças e antes de jogar põe uma delas, pedrinhas, grãos, chocolates ou rebuçados no centro da mesa. Quem ficar sem as peças, perde. Quem ganhar, lambuça-se de chocolates, rebuçados ou em tempos de escassez, fica com os grãos, feijões ou com as pedrinhas. Jogo infantil português com claras influências judias. O “Dreidel” judaico é um pião de quatro lados com uma letra do alfabeto hebraico de cada lado, e segundo se consta, remonta ao tempo do rei grego Antíoco IV (175 a.e.c.) que baniu o judaísmo nos seus territórios. Os judeus, clandestinamente, juntavam-se para estudar os seus textos religiosos e quando em vista das autoridades do rei, dissimulavam esse estudo com o jogo do “Dreidel”, fazendo os soldados acreditar que estavam a jogar. Existe igualmen...