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A mostrar mensagens de agosto, 2018

GARVÃO nas CORTES do REINO

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Concelho de Garvão no banco Décimo Quarto            As cortes no Portugal monárquico, compõem-se dos três estados do reino, eclesiástico, nobreza, e povo, aos quaes costuma el rei convocar para as determinações públicas, e de grandes interesses.         Juntam-se as pessoas dos três estados em uma sala ricamente adornada: na cabeceira d’ella se levanta um estrado de seis degraus com a elevação de sete palmos, que é para o trono d'el rei: na parte inferior arrimados à parede se põem bancos, e pelo corpo da sala, para se sentarem os chamados, que são os títulos, prelados, senhores de terras, e procuradores das cidades e vilas.             Principia este acto com a assistência d'el rei, o qual costuma vir com opa rossagante de brocado, e ceptro de ouro na mão. Vem diante dele o condestável do reino com o estoque levantado, e mais adiante o alferes mór com a bandeira real enrolada, precedendo os reis de armas, arautos, e passavantes vestidos em cotas, onde se vê bordado o escudo d...

PROCURADORES do CONCELHO de GARVÃO nas CORTES REAIS

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Paços do Concelho de Garvão   Cortes de 1439: Reinado de D. Afonso V ( Regente: Infante D. Pedro          Segundo João José Alves Dias e Pedro Pinto em, CORTES PORTUGUESAS. Reinado de D. Afonso V. Cortes de 1439, nas Cortes Gerais de 1439, realizadas em Lisboa, no reinado de D. Afonso V, nos Capitollos de garuam e panoyas,1 surge a notícia da Reformulação de três dos capítulos a que as vilas de Garvão e de Panóias obtiveram deferimento, de entre aqueles que as vilas se agravaram em Cortes, com os respetivos desembargos.2           O que nos ficou até hoje destas Cortes Geraes, são os chamados “capítulos” ou “artigos”, apresentados geralmente pelo Povo ao rei, acompanhados das respostas deste, não havendo conhecimento da redação de quaisquer actas das reuniões de Cortes, se de facto alguma vez existiram ou se foram redigidas.           Sobre a intervenção do procurador de Garvão nestas Cortes, surge num dos capítulos referentes a Garvão e Panoias, sendo procurador Afonso Giraldez, (igua...

JOSÉ JÚLIO da COSTA - 6ª Parte

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CENTENÁRIO “O famigerado heroi do Crime Grande da Estação do Rocio” VALE de SANTIAGO José Júlio da Costa, Herói ou Carrasco. Parte 6 (de 12)             A greve geral de 18 de Novembro de 1918, apesar de não ter a afluência expectada no país em geral, teve uma grande aceitação no Vale de Santiago, freguesia do concelho de Odemira, onde a população demonstrava alguma consciencialização politica e não era estranha à implantação do regime comunista na Rússia em Outubro de 1918.           A greve geral não teve a adesão no resto do país como se observou no Vale de Santiago, de facto a fraca adesão dos trabalhadores de sectores vitais da economia nacional condenou os trabalhadores rurais do Vale de Santiago ao isolamento e consequentemente à derrota final, apesar de se entrincheiram-se no ponto mais alto da vila e tentarem uma brava resistência, enquanto não chegavam os tão esperados reforços, duma revolução triunfante, esta afinal não se concretizou.           Enquanto um grupo de cerca de...

IRMANDADE DO ROSÁRIO DOS PRETOS

Da Vila de Garvão           Tem-se desenvolvido a temática das Confrarias e Irmandades na vila de Garvão, sejam elas de invocação ao Espírito Santo, como denominadas de Santas Casas da Misericórdia.           Tem-se agora a noção da existência de outras Irmandades em Garvão, nomeadamente a Irmandade do Rosário dos Brancos, [1] a Irmandade do Rosário dos Pretos [2] e a Confraria do Santíssimo Sacramento da vila de Garvão. [3]           Este estudo, como o título o indica, leva-nos igualmente para a existência de comunidades de negros em Garvão, (e consequentemente sobre as relações esclavagistas e a sua evolução), cuja existência anda é visível na onomástica da actual população da vila, conforme se verá.           Assim, ao se aprofundar o conhecimento sobre as duas primeiras Irmandades referidas, vai-nos surgindo, esporadicamente, a menção a outras Irmandades e da mesma maneira que a Irmandade do Espirito Santo está, de uma certa forma, relacionada com os cristãos-novos, (diga-mos ju...

HOSPITAL do ESPÍRITO SANTO

            As instalações do Hospital da Irmandade do Sagrado Espírito Santo de Garvão ainda, nos princípios dos anos setenta do século passado, se observavam na Rua da Misericórdia, até que a vaga reformista de obras camarárias, dos finais dos anos setenta e princípios de oitenta, deitou por terra o que restava destas instalações.              A Irmandade do Sagrado Espírito Santo, animada pelo espírito de solidariedade e religiosidade da época, que caracterizavam e estavam na génese da constituição destas Confrarias, criou na vila de Garvão o Hospital do Sagrado Espírito Santo, para tratamento e aconchego dos doentes e peregrinos. Hospital esse que passou posteriormente, em 1734, para a posse da Santa Casa da Misericórdia de Garvão, como se pode observar na folha 11 verso e 12 do livro “da Misericórdia e do Sagrado Espírito Santo” .   “Auto de Pose (…) e ali eu Escrivão com o Provedor da Santa Caza da Mizericórdia (…) e o Escrivão da mesma (…) fomos a Igreja do Espirito Santo (…) e ...