DESENVOLVIMENTO LOCAL

Plano e Estratégia de Implementação


 


O processo de desenvolvimento local, é um esforço contínuo e organizado por parte da população, no sentido de não só reconhecer os vários problemas que os afectam e de identificar e aspirações viáveis, mas igualmente de criar e formular as respectivas estratégias para os abordar, implementá-los e avaliar os resultados, numa lógica de participação, onde a mudança e a renovação são o âmago e o êxito dessa comunidade.


                Exigem esforço constante para encontrar novas formas de atender às necessidades dos cidadãos. O processo de desenvolvimento local é um diálogo constante entre os residentes de um local — as autoridades, as organizações cívicas, os grupos comunitários, os dirigentes empresariais e outras pessoas — visando procurar sistematicamente uma melhor qualidade de vida para todos.


                A estratégia de implementação de um Plano de Desenvolvimento Local, resulta de uma intervenção e convergência de experiências e expectativas que um conjunto diversificado de parceiros envolvidos, transporta para o seio do debate e análise deste assunto.


                A informação e o conjunto de ideias e propostas no Plano de Desenvolvimento Local, não são produção exclusiva nem de uma entidade, nem de um indivíduo, antes sim de uma multiplicidade de contributos construídos e transmitidos ao longo de um percurso.


                - O abandono da população jovem.


                - O envelhecimento progressivo da população.


                - A baixa qualificação dos recursos humanos.


                - A fragilidade do tecido produtivo agro-florestal.


                - A reduzida capacidade de iniciativa empresarial.


                - Os problemas de natureza ambiental.


                - A desidentificação das pessoas com o território.


                - A importância de alguns recursos locais bastante subaproveitados.


                São alguns dos aspectos que constituem a base de ponderação e a partir da qual se deve construír o Plano de Desenvolvimento Local.


               


            A fixação da população jovem


                A fixação da população jovem, surge como um objectivo final, pela importância de que se reveste para o futuro do território e, deve ser assumido pelo conjunto dos parceiros envolvidos.


                - O decréscimo da população no território, a baixa taxa de natalidade.


                - O envelhecimento da população.


                - A migração da população jovem em idade activa.


                -A baixa qualificação dos recursos humanos.


                - A reduzida capacidade de investimento.


                Constituem, de facto, aspectos que preocupam bastante quem, localmente, se preocupa e realiza um esforço no sentido de alertar a população para este trauma e evitar o êxodo rural.


                 A articulação deste objectivo com o da dinamização da economia local constituem um pilar estruturante do Plano de Desenvolvimento Local.


               


                O reforço da identidade local


                Todo o conjunto de aspectos que caracterizavam o meio rural no nosso território tem sido consecutivamente colocado em causa:


                - A alteração dos ritmos de trabalho.


                - A alteração da paisagem.


                - A redução drástica das actividade agrícolas.


                - A deslocação da população em idade activa para outros sectores de actividade.


                -As inúmeras construções tanto de habitações como de outras infra-estruturas.


                - O abandono de algumas aldeias.


                - A pressão demográfica nos grandes centros urbanos.


                - O abandono de práticas ancestrais de produção dos produtos e bens essenciais (pão, enchidos, panos de linho e estopa, lavra da terra, moagem, etc.).


                - A introdução de rotinas e de hábitos de consumo urbanos, criaram uma cisão nos factores de identificação da população (sobretudo da mais jovem) com o território.


                No entanto esta é uma realidade demasiado presente e importante para se ignorar! Resumidamente, por este conjunto de razões considerámos fundamental trabalhar a questão da identidade do território pelo impacto que esta questão poderá ter na fixação da população jovem, pelo impacto positivo que poderá ter no reforço da atractividade do território e pelo efeito que poderá ter na qualidade de vida destas populações;


 


                A valorização dos recursos locais


                 Surge como uma questão também crucial para a prossecução do objectivo geral do Plano de Desenvolvimento Local. O território e as suas gentes olham pouco crentes para o valor que alguns dos seus recursos poderão representar para a melhoria da sua qualidade de vida. No entanto, a valorização dos recursos locais poderão representar oportunidades de investimento, de criação de emprego, de uma ocupação dos tempos livres com qualidade e significar em última análise um território competitivo. Os produtos agrícolas,  florestais, minerais e outros como a gastronomia, o mobiliário e o restauro, a paisagem, o património natural e histórico-cultural, as albufeiras, os  recursos hídricos, as águas termais, são alguns dos recursos nos quais se considera fundamental uma intervenção local.


               


                A dinamização da economia local


                Constitui-se como um aspecto crucial no sentido de promover, também economicamente o território, atribuindo-lhe a auto-sustentabilidade que lhe garanta alguma autonomia face ao exterior. A dinamização da economia local surge intimamente associada à fixação da população jovem e à formação e qualificação dos recursos humanos locais.


 


Os procedimentos operacionais referentes à implementação deste Plano de Desenvolvimento Local, assumem grande relevância na medida em que a estratégia definida, assenta largamente num objectivo central de animação local do território, significa isto que estamos a falar de actividades que requerem a presença permanente e eficaz de uma equipa cujas principais tarefas serão exactamente as de gestão, implementação e de animação local do conjunto de acções previstas.


 


FONTE:  ADICES – Associação de Desenvolvimento de Iniciativas Culturais, Sociais e Económicas.

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