quarta-feira, 8 de maio de 2019

FEIRA de GARVÃO - A questão da sua antiguidade

E o livro de Virgínia Rau

          Actualmente a menção mais antiga que se conhece sobre a feira de Garvão, aparece no livro da Misericórdia e do Sagrado Espírito Santo de Garvão, onde surge uma petição ao paço, datada de 22 de Maio de 1734, para: lhes ser autorizado cobrarem o terrado aos feirantes para poderem prover para as despesas do hospital que são muitas e não têem rendimentos. Tendo sido autorizado, por D. João V, em 14 de Maio de 1740.
          Esporadicamente surgem notícias, sobre a feira de Garvão, nos livros das ordenações régias, na Torre do Tombo em Lisboa. Uma pesquisa, mais profunda, nesses livros iria trazer novos dados sobre esta feira.
          Contudo a falta de menção, sobre a feira em causa, no livro de Virgínia Rau, As Feiras Medievais Portuguesas, publicado em 1943, mas que continua, ainda hoje, a ser uma obra de referência, no estudo das feiras em Portugal, não implica que a feira de Garvão, não existisse nos tempos medievais.
          O estudo da autora está limitado aos séculos XIII, XIV e meados do século XV e incide essencialmente, sobre as feiras que tiveram cartas de feira régias, como menciona na página 59 da mencionada obra. Daí não mencionar as feiras existentes que não foram agraciadas com a carta de feira, ou que se vieram a constituír depois, como a feira de Castro Verde instituída em 1620.
       De facto, apesar do título bastante generalista, As Feiras Medievais Portuguesas, peca por se limitar às feiras consagradas nesses éditos reais e uma falta de estudo, nas diversas localidades que permitiria avaliar de uma forma mais concisa, os vários eventos mercantis que se realizavam de Norte a Sul do país.
         Não se justifica que no mencionado livro, no Baixo Alentejo, do século XIII ao século XV, só existissem seis feiras, Beja em 1261, Alvito em 1295, Moura em 1302, Borba em 1315, Ourique em 1288, (atribuída dois anos antes da própria carta de foral) e Alcácer em 1439 e no Algarve somente uma em Loulé em 1291.
          O que de facto estas datas indicam, é o ano da atribuição das cartas de feiras pelos monarcas, ignorando, a autora, todo o circuito mercantil que se operava no reino por esta altura, ou que não ponderasse sobre a evolução das normas e devidos eventos mercantis explanados nas cartas foralengas ou, até mesmo, na evolução dos as-souq muçulmanos para os açougues cristãos pós-reconquista.
          Esta interpretação por parte de alguns investigadores, de que não havia feiras em Portugal para além daquelas mencionadas por Virgínia Rau, ou que estas se limitavam às que a autora mencionou, tem induzido em erro a percepção da realidade socio-economica medieval, pelo menos no que se refere a estes concelhos do interior do país, como se alguns dos outros eventos mercantis em Portugal não fossem considerados feiras, ou que alguns dos mercados concelhios, não tivessem evoluido para certames de maiores dimensões.
          A actividade mercantil em Garvão, surge na carta de foral de 1267, tanto na protecção dos mercadores, como no capítulo das portagens a pagar pelos mercadores pelos produtos transacionados, assim como na carta de foral-novo de 1512. A diferença entre mercados e feiras nestes tempos era ténue e não se poderá ignorar a evolução destes primitivos lugares de trocas, nem a evolução histórica que se tem registado tanto nos concelhos, como no país.

         Em 1398 surge uma informação sobre a presença de mercadores algarvios em Garvão.

Garvão era povoação muito frequentada por mercadores algarvios que, em 1398, solicitaram, a D. João I, dispensa de pagarem, indevidamente, duas taxas quando ali se deslocavam.(1) 


          Devido ao valor a pagar pelas cargas de produtos, mencionadas na carta de foral, em dorso de cavalo ou de burro e à escassez da população, para tamanha quantidade de produtos, estes valores teriam de ser diluídos em eventos de grande afluência da população e forasteiros, não compatível com a realização de mercados diários, semanais ou mesmo mensais.
          A falta, na lista destas portagens, de produtos hortícolas ou de primeira necessidade, (trigo ou outros cereais para o pão, vinho, mel, etc), mostra igualmente que estes produtos estariam disponíveis à população numa base mais frequente, diária ou semanal.
          A referida petição, no livro da Misericórdia, de 1734, para a Santa Caza, cobrar o terrado da feira, justificava-se: (...) porque na dita Villa se fazia huma Feira, em aqual quando tivera principio senão puzera as pesoas que a formavão e hião vender suas mercadorias apensão de pagarem cada huma dellas asento, ou terrado como leva uso e costume pagarse nas mais feiras daquella vizinhansa (...) Fólio 3.
          Podemos assim entender que nos anos anteriores a 1734, já se realizava a feira em questão. A menção ao terrado, nesta altura, está em conformidade com o que se seguia no resto do reino, pois nem a autora Virgínia Rau menciona tal na sua obra, nem se encontra registos à cobrança do terrado ou terradego, antes do século XV/XVI, noutras feiras. 
          Assim a menção, aqual quando tivera principio, podemos entender como fundada antes da instituição da cobrança do terrado e a não inclusão no livro de Virgínia Rau, como uma feira à qual não foi atribuído carta de feira.
          Assim como existe registo para a fundação da feira de Castro Verde, (de facto transferida da feira de Santa Bárbara dos Padrões), também, se a feira de Garvão tivesse sido fundada, nesta altura de grande acervo documental, também estaria documentada.
      A actual feira de Garvão, terá evoluido, naturalmente, a partir das actividades mercantis e dos mercados concelhios que as cartas de foral nos dão indicações da sua existência e o que a singulariza, como sobrevivente desses tempos, é a componente pastoril/pecuária que a enforma e lhe dá vida.
        A centralidade geográfica da feira de Garvão no contexto pastoril/transumância do Campo de Ourique e temporal no final do ciclo mais fecundo do pastoreio, terá contribuido fortemente para a afirmação desta feira, senão foi, de facto, o motivo principal de ajuntamento de pastores, negociantes e população em geral.
          Se era na vila de Entradas que estes rebanhos transumantes, desde os séculos anteriores à nacionalidade, vindos das regiões montanhosas a Norte, faziam a entrada nestes pastos a Sul e se era na vila de Messejana que estava instalado o tribunal dos verdes montados para redimir as contendas, era na feira de Garvão, no final do ciclo pastorício que os pastores se reuniam para renovação dos rebanhos e os comerciantes e negociantes se abasteciam de carne.


(1) Rosa Varela Gomes. Silves (Xelb), uma cidade do Gharb Al-Andalus: território e cultura. Lisboa. 2002. P. 160 (nota 7).

domingo, 7 de abril de 2019

UMA FOTO


Uma fotografia que mexe com muitas emoções.

Não se sabe quem é, nem onde foi tirada e muito menos quem retrata, mas tem o poder de nos sensibilizar, de nos captar a atenção, de nos pôr a pensar.

A inocência de uma criança, descalça, a dormir nas pedras frias da rua encostada à mãe.

Uma mãe, meia descalça, aconchegando o bebé ao colo. 

Fotografia sem data. Produzida durante a atividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983. As Juntas de Província foram criadas pela Lei n° 1945 de 21/12/1936 e substituídas pelas Juntas Distritais pelo Decreto-lei n.° 42536, de 28 de Setembro de 1959. Estas instituições, com longa tradição no ordenamento jurídico português, tiveram competências alargadas, embora variáveis ao longo do tempo, nos domínios do ensino, assistência social e obras públicas. CFT003 068419.ic Less Photo by Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian on flickr

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terça-feira, 12 de março de 2019

FAMÍLIA MALVEIRO II

 Bisavô  José Malveiro.jpg  Bisavó MARIA ANTÓNIA PEREIRA.JPG

          As fotos publicadas sobre a FAMÍLIA MALVEIRO em 1 de Junho de 2015, correspondem a José Malveiro e esposa Maria Antónia Pereira.
          Casaram em Garvão, dia 24 de Janeiro de 1885.
          Eram ambos Malveiros, por dois ramos diferentes, descendentes de António Malveiro casado com Leonor Lopes em 04-10-1692.
          António Malveiro e Leonor Lopes foram pais de Manuel Lopes Malveiro e outros.
          Manuel Lopes Malveiro casado com Perpéctua Jorge foram pais de António Malveiro casado com Tereza de Jesus, (ramo de José Malveiro) e de João Lopes Malveiro casado com Joana Guerreiro, (ramo de Maria Antónia Pereira) e outros.

(Ramo de José Malveiro)
          António Malveiro casado com Tereza de Jesus foram pais de Francisco José Malveiro e outros.
          Francisco José Malveiro casado com Joana Tereza foram pais de Maria do Espírito Santo e outros.
          Maria do Espírito Santo casada com João António Guerreiro foram pais de José Malveiro e outros.
          José Malveiro casado com Maria José foram pais de José Malveiro e outros
          José Malveiro casou com Maria Antónia Pereira, (primos em sétimo grau).


(Ramo de Maria Antónia Pereira)

          João Lopes Malveiro casado com Joana Guerreiro foram pais de Úrsula Tereza.
          Úrzula Tereza casada com josé Francisco foram pais de João Malveiro e outro.
          João Malveiro casado com Mariana Pereira foram pais de Mariana Pereira e outros.
          Mariana Pereira casada com António Custódio foram pais de Maria Antónia Pereira e outros.
          Maria Antónia Pereira casou com José Malveiro, (primos em sétimo grau)


                José Malveiro, nasceu a 15-10-1860 e Faleceu ou foi sepultado em 21-3-1940 com 80 anos.

          Maria Antónia Pereira, nasceu a 10/01/1866, e Faleceu em 4-9-1952 com 88 anos. (86 anos)


Foram pais de:
          António Malveiro, (Malveiro III) nasceu 24-2-1886. Faleceu em 6-8-1955. Casou com Emilia Casimiro, foram pais de Natividade Malveiro e Mariana Antónia Malveiro.

          Margarida Malveiro, nasceu 18-2-1888. Faleceu em 28-2-1906. Casou com Francisco Manuel, foram pais de Eugénio que faleceu com três meses.

         Luís Malveiro, (Malveiro IV), nasceu 16-7-1890. Faleceu em 2-8-1962. Casou com Isaura Pires Raposo, foram pais de Graciete Malveiro, Domingas Pires Malveiro, Luíza Malveiro, José Luíz Malveiro, Artur Malveiro, Domingos Malveiro.

          Artur Malveiro, (Malveiro V), nasceu 9-5-1896. Faleceu em 27-3-1981. Casou com Domingas Maria, e foram pais de Margarida Malveiro, Maria Antónia Malveiro, Elisa Malveiro, Marilia Malveiro.

           Mariana Pereira Malveiro, (Malveiro VI), nasceu em 5-7-1900. Faleceu em 26-7-1925. Casou com Serafim e foram pais de Odília Malveiro.

          José Malveiro, (Malveiro VII), nasceu em 18-10- 1902. Faleceu em 28-1-1986. Casou com Maria Guerreira, foram pais de Maria Inácia Malveiro, José Malveiro, Manuel Malveiro, Ana Malveiro, Emília Malveiro.

          Maria José Malveiro, (Malveiro VIII), nasceu em 21-2-1906. Faleceu em 26-9-1981. Casou com Salvador Joaquim, foram pais de, José Salvador, Celeste Maria, Mariana Pereira Malveiro, António Damas Malveiro, Fernanda Malveiro e Ezequiel Malveiro

MALVEIROS IX - A ligação à Galiza 

      

O meu agradecimento a Beatriz da Costa Reis Rodrigues, pela generosidade com que me autorizou a utilização de dados por si recolhidos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

O POETA GOMES LEAL e o ALFAIATE JOÃO DA GRAÇA

Desafio de poetas em Garvão

          No livro Sul e Sueste, de Joaquim da Costa, de 1940, consta a vinda de um poeta da cidade, António Gomes Leal, para um desafio de poetas na vila.
          Segundo o mencionado livro, o encontro, realizou-se na hospedaria do Manuel Rosa e acompanhado de um farto jantar, onde o digno convidado, não se fazia rogado em elogiar as qualidades das meninas Rosas.
          Entre os vários presentes, encontrava-se João da Graça, conhecido poeta da vila, alfaiate de profissão que defendeu as cores da terra, nesta contenda poética.
            Aqui o poeta de Lisboa, depois de bem comido e bebido, voltando-se para uma das amáveis meninas Rosas, que serviam à mesa, recitou o seu soneto:


Alucina-me a cor! A rosa é como a lira,
A lira, pelo tempo há muito engrinaldada,
E é já velha a união, a nupcia sagrada,
Entre a côr que nos prende e a nota que suspira.


Se a terra, às vezes, cria flor que não inspira,
A teatral camêlia, a branca enfastiada,
Muitas vezes no ar perpassa a nota alada,
Como a perdida côr de alguma flôr que expira.

 

Há plantas ideais, dum cântigo divino,

Irmãs de oboé, gémeas do violino,
Há gemidos no azul, gritos no carmezim...


A magnólea é uma harpa etérea e perfumada,
E o cacto, a larga flor, vermelha, ensangüentada,
Tem notas marciais: soa como um clanim!


          Os aplausos coroaram o fecho do soneto. O vinho espumava nos copos e a alegria comunicou-se a todos os presentes.

         Chegou depois a vez do poeta João da Graça e dedicou os versos à filha por estar doente e vendo-a chorar, recitou :


Lágrimas vertidas
caídas
De uns olhos inocentes,
Não são lágrimas;
São estrelas cadentes,
Estrelas do céu desprendidas...


Cada uma delas
É mimosa flor
Que no meu peito se vem dispor


 Hei-de cuidâ-las,

Hei-de regâ-las
Com igual pranto
Se o meu sentimento me chegar a tanto!...


          Estes versos causaram sucesso, os aplausos foram muitos e calorosos e finalizaram o desafio com um abraço entre os dois poetas.

MARATECA em GARVÃO

          Surge no livro da Misericórdia e do Sagrado Espítito Santo de Garvão a denominação de um lugar denominado por Marateca, este lugar, segundo o mencionado livro, deveria situar-se junto à travessia da ribeira, senão fosse mesmo o lugar da própria travessia ou de alguma característica desse lugar, como se verá.
          Surge, assim, na folha 122 verso:
Traslado d'Escriptura de Confissaõ de Divida Com obrigaçaõ de paga de proprio, e juros da quantia de vinte quatro mil reis, (...) que fazem Diogo Mendes Lopes d'Azevedo, e sua Mulher Catharina Maria moradores nesta villa, (...) sendo no anno de mil outo centos vinte e seis, aos quinze de Settembro a quantia de vinte quatro mil reis metalicos a razaõ de juro de cinco por cento por tempo de hum anno (...) no dia trez d'Outubro de mil outo centos vinte e quatro, (...) em especial hum quintal com arvores manças sito junto ao Lagar do Azeite nesta villa, foreiro ao Conselho desta mesma em outenta reis, e parte do Norte com dito Lagar, do Nascente com Largo, do Sul com Marateca, e do Poente com terra do Conselho.
         O mencionado lagar de azeite, a qual parte do Norte, situava-se no actual Largo da Amoreira, nessa altura denominado por Largo do Lagar o qual parte do nascente, do Sul com Marateca, (seria a estrada que atravessa a ribeira) e no Poente com terras do concelho, (presume-se que seja, ou a própria ribeira ou algum talhão de terreno, como actualmente se observa a Norte da ponte).
          Sobre a palavra Marateca não se tem encontrado nos vários diccionários de português antigo, qualquer referência credível a esta palavra.
         Encontra-se uma designação de origem árabe: Marateca (Mar’a at-Taqia, mulher devota) e encontra-se igualmente uma lenda sobre uma moura raptada e que terá dito Mar-até-cá, quando chegou ao lugar actualmente conhecido por Marateca, no concelho de Palmela.
         Contudo a palavra Marateca, encontra-se amiúde na toponomia portuguesa, seja no Norte como no Sul do país.
          Todos eles têm em comum o facto de se situarem junto a cursos de água e mais concretamente com a actividade de recolha de materiais para construção, nomeadamente, areias e cascalhos.
          Julga-se assim que o leito da ribeira, antes do nivelamento e da cobertura das margens e do leito à base de cimento, como se observa actualmente, a chamada placa, permitia a recolha desses materiais, cujo acesso era facilitado pela falta de ponte cuja construção é do início do século XX, (existe memória de uma ponte em madeira para peões, mas o trânsito de cargas pesadas de tracção animal e carroças, fazia-se pelo leito da ribeira).
         Fazia-se assim a passagem entre as duas margens pela própria ribeira, cujo leito permitia a recolha das areias e cascalhos deixados pelas cheias invernais. Ainda nos anos sessenta do século passado, antes da construção, a Sul, da segunda parte do nivelamento da ribeira, junto à ponte do perú, no caminho para o furadouro, se observava a recolha de areão e burgau, pela população, para as mais variadas tarefas de construção.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

JOSÉ JÚLIO DA COSTA



José Júlio da Costa, O Famigerado Herói do Crime Grande da Estação do Rocio.

 

          Fez, em 14 de Dezembro de 2018, cem anos, sobre o acto cometido por José júlio da Costa, natural de Garvão, que vitimou o presidente da República Sidónio Pais.

          Falar do homem que matou um presidente da República não é fácil porque já foi quase tudo dito, ou pelo menos: onde nasceu e quando morreu, nome dos pais, nome da esposa, porque cometeu o atentado, (segundo as várias versões), com quem jantou, com quem falou, onde dormiu, que pistola tinha e pouco mais se adianta, como se um atentado desta natureza pouco mais tivesse de interesse.

            Contudo a questão é muito mais complexa do que isso.

            A história de José Júlio da Costa é uma história empolgante cheia de mistérios e enredos, de fugas, cabalas e maquinações que subverteram o estado de direito e o remeteram a uma prisão eterna sem julgamento.

          Não faltam as conspirações políticas na história de José Júlio da Costa, nem os enredos policiais, nem as conjuras e intrigas político-partidárias, não foram só os acontecimentos do Vale de Santiago, pela Greve Geral que o comprometeram politicamente, não foi só a traição à sua República por Sidónio Pais, não foram só os arruaceiros de rua dos Democráticos que o empurraram a cometer o atentado, foram também os investigadores policiais que não prosseguiram com as devidas investigações, foi também o médico prisional, António José Furtado de Mendonça Boavida, que forjou um boletim clinico, foi também um procurador da República, Pais Rovisco, que o internou num hospital de malucos e o subtraiu ao julgamento. 

          José júlio da Costa, não era louco nem morreu esquizofrénico.

          O estado de loucura interessava a muita gente e muita gente pactuou com esta cabala que o impedia de ter um julgamento justo e imparcial.

          Afinal o que sabia e o seu depoimento em tribunal iria comprometer muita gente. Uns, os cabecilhas do reboliço da primeira república, enchiam agora a Assembleia Nacional do Estado Novo, outros, os arruaceiros de rua ao serviço dos partidos, preenchiam agora as vagas na nova policia politica.

           Afinal a sua prisão logo no início da ditadura não foi por mero acaso. TAGS: O assassino de Sidónio Pais. A morte de Sidónio Pais, Quem matou Sidónio Pais. O homem que matou Sidónio Pais.

Ficha Técnica

Autor José Pereira Malveiro
Título José Júlio da Costa
Data da Publicação Dezembro de 2018
ISBN 978-989-601-789-0
Depósito Legal 447578/18
Idioma Português
Formato  A5
Tipo de encadernação      Capa mole - colado
N.º de páginas 248

 Jornal de Garvão nº 35 - Páscoa 2026 JORNAL de GARVÃO Nº 35 - Páscoa 2026 2- Editorial 2- Encontro de Gerações 3- Municipando – Dr. Marcelo...