sábado, 21 de novembro de 2020

O ARMÁRIO DA DISCÓRDIA




                   


                   





Pela reordenação dos concelhos no século XIX que levou à extinção de uma boa parte dos concelhos portugueses, incluindo o de Garvão, várias foram as formas encontradas pelas populações locais, prejudicadas com tal reordenamento, de mostrarem o seu descontentamento, desde as formas mais violentas de revolta armada, (nomeadamente a “Janeirinha”, revolta popular ocorrida em Janeiro de 1868, na cidade do Porto, contra o novo imposto sobre o consumo e a extinção de mais de cem municípios), às manifestações mais pacíficas, como a que se observou em Garvão.

                   Aquilo a que se assistiu em Garvão, poderá ser, de uma certa maneira idêntico ao que aconteceu na maioria dos concelhos extintos, uma resistência em colaborar com a nova sede do município, raiando a sabotagem e o boicote, como forma de mostrar o seu descontentamento e frustrar as intenções dos novos poderes.

             Assim foram subtraídas aos novos poderes os instrumentos que caracterizavam o município, nomeadamente os objetos amovíveis. Se ficaram para a história os Paços do Concelho com o Sino e a Cadeia e o edifício do Açougue, outros objetos de fácil remoção, foram subtraídos aos novos poderes e transportados para lugar seguro.

                   Destes objetos chegou praticamente aos nossos dias a Arca Concelhio e um Armário.

               Com as obras de restauro na Igreja Matriz, Nossa Senhora da Assumpção, em 1995, vários foram os bens despejados, cuja presença estorvava e reduzia o espaço reservado ao culto, entre eles, um pequeno altar em madeira onde se encontrava várias pautas de música antigas e um armário com portas de correr em vidro que se recolheram para outro lugar.

                   O altar e as pautas musicais perderam-se, infelizmente, com as cheias que assolaram a vila em 1996.

                   O armário teve melhor sorte, resguardado noutro local para restauro, salvou-se de um fim menos trágico, contudo nada fazia prever a antiguidade desta peça de mobília, ou a história a ele associado e muito menos que tal façanha ainda persistisse na memória popular.

                   Segundo um dos últimos Regedores da Freguesia, este armário terá sido uma das Alfayas negadas pela vereação da Câmara de Garvão em extinção e intimadas a entregar, juntamente com os livros de contas ao Concelho de Ourique, onde Garvão e Santa Luzia passariam a integrar como duas freguesias distintas.

                   Para este antigo Regedor, Francisco Zacarias, este teria sido o armário da discórdia, segundo as suas próprias palavras, teria sido levado para a Igreja pelos vereadores da extinta Câmara para o salvarem e por lá se manteve até à realização das mencionadas obras.

                   A Arca Concelhia e o seu conteúdo, são outra história, depois de salva da fogueira, já ateada para queimar tão valioso espólio em 1985, acabou irremediavelmente por ser mandada para o lixo, juntamente com todo o seu conteúdo, pelo executivo da freguesia durante o mandato de 2005 a 2009. Voltaremos a este assunto noutro post, devido à gravidade de que se reveste a ignorância, a incúria, o desmazelo, senão mesmo o roubo e a falta de sensibilidade para o património desta freguesia e salvaguarda destes documentos tao importantes para a história da vila de Garvão.

sábado, 24 de outubro de 2020

DANÇA DOS GUIZOS E DAS ESPADAS I

     Quando o Jornal de Garvão, em Agosto de 1996, noticiou o conhecimento que algumas pessoas da terra com idades aproximadas aos oitenta e cinco anos por essa altura, tinham de um tipo de dança, empregando guizos, cascavéis e espadas, que se realizava tanto em Garvão como nas aldeias e vilas do interior alentejano, não se imaginava que de facto esse tipo de dança estivesse tão enraizado e popularizado na tradição popular portuguesa com estava.

     Chegando até nós unicamente o conhecimento da “Dança das voltas”, “Dança dos Arquinhos” e a “Dança das Fitas” ou “do Mastro”, realizada nesta parte do Alentejo e em várias populações até aos anos sessenta do século passado, tendo a Associação de Defesa do Património de Garvão as recuperado trinta anos depois.

     O guizo, comummente designado por cascavel, na documentação dos séculos XVI e XVII, de utilidade pastorícia e pecuária em geral, aparece-nos, nestas manifestações lúdicas, associado à folia e ao divertimento, estando nessa época intrinsecamente associados à festa e à dança.

     A bibliografia e a iconografia estudada, maioritariamente dos mencionados séculos, revelam frequentemente conjuntos de guizos rodeando as pernas e os pulsos de bailarinos, mas também a mostra apensos ao vestuário e aos chapéus de foliões, como atributo de bobos e chocarreiros de Corte, ou ainda na decoração de flâmulas que esvoaçam ao vento. A subtileza das expressões faciais e delicados gestos de mãos, aliados a rápidos movimentos de pernas e pés, ao som de guizos presos aos tornozelos, são alguns dos aspectos que caracterizam esta dança.

     Esta pequena esfera metálica, de aparência modesta e rústica, aparece em inúmeras situações festivas de todos os géneros e níveis sociais, podendo em certos casos ascender à dignidade de ser fabricada em ouro ou prata. Os guizos são eles próprios instrumento musical ou parte dele, referidos nos tratados por conceituados autores.

     A referência mais interessante que se encontra, prende-se com a menção, tanto à dança das espadas como aos chocalhos e “bozinas”, por Luís de Camões em pleno século XVI:


 “Mas em breves palavras direi a Vossas Mercês a suma da obra: ela é toda de rir, do cabo até a ponta. Entrarão logo primeiramente quinze donzelas que vão fugidas de casa de seus pais, e vão com cabazes apanhar azeitona; e trás elas vêm logo oito mundanos, metidos em um covão, cantando: Quem os amores tem em Sintra; i despois de cantarem farão ua dança de espadas, cousa muito pera ver. Entra mais El-Rei D. Sancho, bailando os machatins, e entra logo Caterina Real com uns poucos de parvos nua joeira; e semeá-los-à pela casa, de que nascerá muito mantimento ao riso. E nisto fenecerá o auto, com música de chocalho e bozinas, que Cupido vem dar a ua alfèoleira a quem quer bem; e ir-se-ão Vossas Mercês cada um pera suas pousadas, ou consoarão cá connosco disso que aí houver.”


     Sobre a “dança de espadas”, Camões dá-nos pormenores interessantes, nomeadamente, indica-nos o número de dançarinos; oito homens.

     Nada nos indica, contudo, sobre se era acompanhada por algum instrumento musical ou se era cantada pelos próprios dançarinos.

     Deduz-se igualmente que embora tanto a “Dança das Espadas” como a “Dança dos Guizos” esteja associado às danças guerreiras em várias culturas da Europa, (já Tácito a menciona em “De Germania” no primeiro século desta era), não deixava contudo de ser exibida noutros cenários menos cerimoniosos, religiosos e ritualistas até, e mais como função de divertimento.

     Já António Maria Mourinho no seu “Cancioneiro Tradicional e Danças Populares Mirandesas”, menciona a ancestralidade destas danças no contexto peninsular, acrescentando que, “As danças de Espadas e de paus (paulitos), são geralmente executadas por homens, tendo a própria igreja permitindo-as nas suas solenidades”.

FOTO ANTIGA da DANÇA








Caros conterrâneos, visitantes, amigos e interessados.

Quem é que tem uma foto da dança, com melhor qualidade da ilustrada?

Ou, já agora, outras fotos da dança ou sobre a vila e outros acontecimentos.

Agradeço que enviem para: jpmg6767@gmail.com

Desde já, os devidos agradecimentos





 

sábado, 3 de outubro de 2020

FORAL NOVO de GARVÃO


FORAL NOVO de  GARVÃO - 1512

Pela emissão do Foral-Novo de Garvão, em 1 de Julho de 1512, o rei D. Manuel I reformou o Foral-Velho desta vila, outorgado em Fevereiro de 1267.

Com a reforma dos forais-velhos, o rei D. Manuel procurava acabar com os particularismos locais e uniformizar estes documentos fundacionais da maioria dos concelhos portugueses, tanto em termos de lei geral para com o reino, como na atualização dos impostos e contribuições a suportar pelos concelhos.

Os Forais-Velhos foram outorgados numa altura de reconquista territorial aos Muçulmanos e, de consolidação do reino. Eram cartas de garantia e deveres outorgadas entre as comunidades e o rei, ou por entidades autorizadas para tal.

A reforma manuelina dos Forais ou Forais de leitura nova, se por um lado não deixa de ser um longo processo de reivindicação municipal iniciado durante o reinado dos seus antecessores, por outro, com a redação dos forais novos, D. Manuel reforçou o poder régio, ao submeter à coroa e à lei geral do reino, a maior parte das matérias administrativas concelhias, que anteriormente estavam previstas nos Forais-Velhos.

Igualmente, para um efetivo cumprimento das obrigações foraleiras e modernização das instituições do país, D. Manuel promulga legislação no sentido de uma unificação dos dinheiros, pesos e medidas até aí desigual e variável entre os vários lugares do reino.

 

Ficha Técnica

Autor José Pereira Malveiro
Título FORAL NOVO de GARVÃO
Data da Publicação Outubro de 2020
ISBN 978-989-20-2929-0
Depósito Legal 340830/12
Idioma Português
Formato  21 cm X 24 cm
Tipo de encadernação      Capa mole - colado
N.º de páginas 184 - Cores

 



LIVRO "FORAL NOVO de GARVÃO"









PUBLICAÇÃO do LIVRO FORAL NOVO DE GARVÃO - 1512.

                 Torna-se importante na data em que se assinala os quinhentos anos da outorga do Foral-Novo a Garvão, realçar a importância do resgate da memória local através da valorização do seu património. Valorizar igualmente a identidade colectiva da população, e incutir nas gentes locais o sentimento de pertença e a importância histórica de que se revestiu a outorga deste diploma, por El rei D. Manuel I em 1 de Julho de 1512.

            A antiguidade deste documento e a sua predominância na regulamentação da vida quotidiana da comunidade, do então concelho de Garvão, durante séculos, enquanto “lei da terra”, conferem, a este documento, um estatuto único num contexto social, económico, político e jurídico completamente diferente da realidade actual.

            A outorga dos Forais-Novos às populações, pela reforma dos Forais-Velhos, outorgados maioritariamente no período da reconquista e consolidação nacional, mostravam-se, séculos depois, desactualizados e insere-se num amplo processo de reformas do sistema administrativo e jurídico pelo rei D. Manuel que se destinavam tanto a modernizar o reino, como a uniformizar e a aplicar as leis gerais a todo o território. Visava essencialmente o reforço do poder real e fixar os impostos, encargos e foros a pagar pelos municípios ao rei ou aos senhorios quando era caso disso.

            Apesar do tema das cartas de foral e do poder concelhio não ser novo, não se nota, por parte dos historiadores e juristas portugueses, apesar de cada vez mais se entender, entre os historiadores nacionais, que o reinado e o governo de D. Manuel, se caracterizou por uma acção de reformismo, de modernismo e de construtivismo, tanto interesse pelo estudo e divulgação dos Forais-Novos como pelos forais da primeira geração ou Forais-Velhos.

             Tem, contudo, desde as últimas décadas do século passado e nestes últimos anos, aparecido estudos inovadores e interessantes contributos que apresentam uma nova visão para o entendimento dos Forais-Novos e da história social e económica desta época, por parte de novos historiadores assim como surgiram um número significativo de dissertações de mestrado e teses de doutoramento, em torno destas cartas de “leitura nova” e de monografias ou estudos locais.


sexta-feira, 24 de julho de 2020

Lunae dies ou Segunda-feira?

Dias da semana


 


                Porque é que Portugal é o único país da Europa Ocidental a nomear os dias da semana, (do latim, septimana, "sete dias"), pela terminologia eclesiástica católica, (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), e não pelos nomes latinos pagãos, (Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies), como se observa nos restantes países?


                Em mais nenhum país católico do Oeste Europeu, se observa tal, tanto a Espanha, como a França, como a Itália e até mesmo o próprio Vaticano, continuam a nomear os dias da semana pelos antigos nomes pré-cristãos.


 


                Lunes, Martes, Miércoles, Jueves, Viernes, Sábado e Domingo, em espanhol.


                Lundi, Mardi, Mercredi, Jeudi, Vendredi, Samedi e Dimanche, em francês.


                Lunedi, Martedì, Mercoledì, Giovedì, Venerdì, Sabato e Domenica, em italiano.


                Luni, Marţi, Miercuri, Joi, Vineri, Sambata e Duminica, em romeno.


 


                O que de uma forma geral denomina: dia da Lua, dia de Marte, (deus da guerra romano), dia de Mercúrio, (deus na mitologia romana), dia de Júpiter, (deus na mitologia romana), dia de Vénus, (deusa do amor), dia de Saturno, (culto pagão do deus da agricultura) e dia do deus sol, depois transformado em dia do senhor, dominus dei.


                O mesmo se passa nos restantes países europeus, de expressão Anglo-saxónica e religião protestante ou Anglicana.


 


                Montag, Dienstag, Mittwoch, Donnerstag, Freitag, Samstag e Sonntag, na Alemanha.


                 Que significam, dia da Lua, dia de Tyr, (deus da guerra), dia do meio da semana, dia de Thor, (deus do trovão), dia de freya, (deusa da fertilidade), dia de Saturno e dia do Sol.


 


                Em inglês: Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday, Saturday e Sunday.


                Cujo significado não difere muito dos dias de semana alemão, dia da Lua, dia de Tyw, (deus da guerra), dia de Odin, (divindade Anglo-saxônica), dia de Thor, (deus do trovão), dia de freya, (deusa da fertilidade), dia de Saturno e dia do Sol.


 


                No mundo Galaico-português, na Galiza continua-se a nomear os dias da semana segundo o panteão pagão, Luns, Martes, Mércores, Xoves, Vernes, Sábado e Domingo, e em português antigo, nomeava-se por: Lues, Martes, Mércores, Joves, Vernes, Saturnai e Solis, correspondente à actual, Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta-feira, Sábado e domingo.


 


                Portugal foi assim o único país do mundo que adotou os dias da semana derivados do latim eclesiástico. Os nomes antigos dos dias da semana, nomeados por outros povos, não foram mantidos na língua portuguesa, tal mudança deveu-se a São Martinho de Dume, nomeado Bispo de Braga em 596, fervoroso anti pagão e a todos os costumes associados ao paganismo, adoptou nas igrejas sob jurisdição da Sé de Braga, os dias da semana segundo a nomenclatura eclesiástica católica, tradição que se manteve até ao século XV, quando foram definitivamente adoptados no resto do reino.  .  


 


«Os cultos astrais – recorda oportunamente Aires Nascimento – haviam sido particularmente visados nas condenações dos priscilianistas, nomeadamente no I Concílio de Braga. E em diversos testemunhos, ao lado do culto do Sol e da Lua, ou das estrelas, aparece documentada a existência do culto ao fogo e às águas».


Em finais do séc. VI, também o II concílio de Braga (572), celebrado sob a presidência de Martinho de Dume (510-580), metropolita daquela zona, faz referência à observação e culto tradicional que os gentios faziam dos elementos naturais, do curso da lua, das estrelas e dos signos antes de iniciarem a construção de uma casa, fazerem a sementeira, plantarem árvores ou contraírem matrimónio (c. 72).


Na obra De correctione rusticorum, que o mesmo Martinho endereça a Polémio, bispo de Astorga, repreendem-se os camponeses por acenderem velas junto às pedras, às árvores, às fontes e às encruzilhadas (nam ad petras, et arbores, ad fontes, et per trivia cereolum incendere) e realizarem oferendas em festividades como as calendas ou os deuses domésticos, além de se condenar a idolatria, a adivinhação ou os augúrios e a bruxaria e instar os cristãos a deixar de designar os dias da semana pelos nomes latinos pagãos (Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies) para passar a designá-los pela terminologia eclesiástica (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies).*


 


 


* Aires A. Nascimento, «A “Religião dos Rústicos”», art. cit., p. 326. In: Luís Mata, O «cais» de Santa Iria uma reflexão sobre uma velha questão, REVISTA LUSÓFONA DE CIÊNCIA DAS RELIGIÕES – Ano VI, 2007 / n. 11 – 277.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

COGITO, ERGO SUM

RENÉ DESCARTES

Não será demais, nestes pandémicos incertos tempos, lembrar René Descartes.


Penso, logo existo.


Em contraste com a postura americana, perante esta pandemia, que de facto é a antítese da mensagem original de Descartes.


Parei de pensar, logo não existo.


Esta simples frase, "penso, logo existo", do filósofo francês René Descartes, (1596-1650), ajudou em muito a mudar a mentalidade da época. O trabalho inovador de Descartes na área do racionalismo, acabou por abriu os portões ao Iluminismo, numa época em que ainda ardiam nas fogueiras as acusadas de bruxaria.

A frase, sintetiza, de uma maneira simples o pensamento de Descartes e surgiu a partir da postura em questionar o que se tinha por garantido. Para se chegar ao conhecimento absoluto, para este filósofo, era preciso duvidar de tudo o que existe ou nos rodeia.

Para Descartes, a única coisa de que não se podia duvidar era da própria dúvida e, consequentemente, do seu pensamento, e se duvido de tudo, estou dotado da capacidade de raciocinar e se o meu pensamento existe, eu também existo, assim, Penso, logo existo.

Perante esta lógica, é caso para perguntar, se perante esta sociedade cada vez mais globalizada, cada vez mais manipulada e influenciada pelos modernos órgãos de comunicação, se perdemos a nossa capacidade de criticar, de analisar, de sugerir, de contestar ou se nos acomodamos aos que os média nos querem transmitir.

O que nos ensinaria este matemático, físico e filósofo que influenciou gerações de pensadores, de Isaac Newton, Ayn Rand a John Locke, (filosofo político que influenciou Thomas Jefferson), da atitude americana perante o Covid-19 e perante um presidente altamente narcísico, ignorante e perigoso?

Terão os americanos perdido a capacidade de pensar, perante o impacto real do vírus e a crise económica que se adivinha? Perante as ações cada vez mais disparatadas dum presidente mais preocupado com a reeleição? Perante um poder dos meios de comunicação que nos doma, amacia e nos controla?

Será que em pleno século XXI, quantos americanos estarão de facto a questionar o que realmente se está a passar? O motivo de mais mortes? A falta de uma política de contenção deste vírus?

Caso contrário, a América provará a antítese da mensagem original de Descartes: "Parei de pensar, logo não existo".



 Jornal de Garvão nº 35 - Páscoa 2026 JORNAL de GARVÃO Nº 35 - Páscoa 2026 2- Editorial 2- Encontro de Gerações 3- Municipando – Dr. Marcelo...